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A camisola azul que ele rasgou com as mãos

Era uma sexta-feira a noite, o dia tinha sido pesado e estressante em meu trabalho, alguns amigos haviam me chamado para um happy hour e quem sabe algo mais, Carlinhos, uma rapaz com quem saia de vez em quando estaria lá, a ideia de trepar nunca era má ideia, mas  tudo em que eu conseguia pensar era na minha cama, em dormir, descansar e só acordar no outro dia. Mal sabia eu que aquela noite iria me surpreender imensamente e que meus planos, felizmente, não dariam certo.

Chegando em casa comi algo de ontem que restava na geladeira, tudo por preguiça de ter que fazer qualquer coisa que fosse. Depois de comer tomei um banho demorado e coloquei minha camisola azul, um pouco curta e inapropriada para a noite que, eu achava me esperar, presente de um ex-namorado que adorava minhas coxas e seios, eles realmente ficavam bonitos nessa camisola, ela era azul e ficava colada em meu corpo, a escolhi por não achar nenhum outra peça fresca limpa no armário. Aquela noite estava realmente muito quente.

Quando deitei na cama ela parecia perfeita, e meu corpo em  minutos relaxou por completo. Parecia natural que dormisse em questões de segundos, porém algo parecia estranho, eu simplesmente não conseguia, uma hora era calor de mais, outra era o meu travesseiro que estava mal posicionado, o som do trem que passava próximo dali era muito alto e até o ranger  dos móveis incomodava.

Depois de algum tempo que pareceram horas virando de um lado para o outro, levantei, já com tamanha raiva que penso que seria capaz de matar alguém. Tomei um copo de água gelada e voltei para a cama, agora completamente sem sono,  foi então que resolvi ligar meu notebook afim de, quem sabe, escutar alguma música que prestasse e pegar no sono novamente naquela noite infernal.

Procurava em meu playlist a melhor opção quando uma janelinha de repente surgiu em minha tela, minha primeira reação foi fechar, mas um segundo antes de clicar em fechar olhei direito e percebi que algo ali me atraia. Era a foto de um moreno, não do tipo atlético, mas forte e com um olhar de um negro intenso e misterioso.

Na foto ele estava dirigindo e suas mãos seguravam o volante, as mãos e os olhos eram quase sempre a primeira coisa que reparava em um homem, e nele a combinação era perfeita, suas mãos grandes, desenhadas e com um aspecto masculino, assim como seus olhos me chamaram a atenção.

Seu nome era Maurício e em sua caixinha tinha apenas uma palavra, um Oi, seguido de uma emoticon “piscando”, eu ainda podia sentir minha cabeça pesada de sono, mas aquele Oi e aquela foto de alguma maneira me chamou a atenção a ponto de por alguns segundos eu ignorar o cansaço. E então eu devolver um Oi, Seguido de : Quem é você? Onde conseguiu meu contato?

Demorou pra que ele respondesse e isso me deu raiva, já não estava em meu melhor dia, e ele ainda me fazia esperar? Como assim? Eu estava aqui quieta em meu canto, pra que me dar um Oi se era pra me ignor… Meus pensamentos foram cortados quando sua resposta apareceu em minha tela.

– Hey, estava no banho, achei que você não fosse mais responder, foi aí que vi que a mensagem já fazia umas duas horas que tinha sido enviada pra mim.  E ele então emendou.

– Eu te vi naquele dia da festa da sua empresa, fui com um amigo e você estava Lá, Fernando P. sabe? Foi ele quem me passou seu contato.

Fernando P. um baixinho que nunca tinha prestado pra nada finalmente fez algo de útil.

– Tudo bem eu te adicionar? podemos conversar?

Aquela altura eu já sabia que ele era bonito, e sem querer já o imaginava nu, afinal tinha acabado de sair do banho e aquela noite estava tão quente, bom mas ele ainda tinha de certa forma atrapalhado o meu mau humor já impregnado em mim desde às 16h da tarde, por isso apenas respondi.

– Agora que já adicionou, fique aí. Ele então me respondeu:

– Bem que me avisaram e eu mesmo reparei que você é difícil e um pouco grossa!

Grossa! Eu não era grossa, eu estava cansada e essa frase me irritou ainda mais, me irritou e de certa forma me fez ficar ainda mais intrigada com ele aquele par de olhos castanhos escuro que me encaravam naquela foto, odiavelmente linda.

E então apenas respondi:

– Grosso é você que adiciona as pessoas e fala com elas durante a madrugada! Sem nem ao menos ter um papo interessante. O que era de certa forma uma bobagem já que não tinha trocado mensagem alguma com ele até aquele momento.

– Cara você é muito ogra e agora não são nem 22h, você é o que a Cinderela? Vi o horário e ele tinha razão, eu tinha certeza que já deveriam ser umas quatro horas da madrugada, e de repente eu estava rindo daquele idiota, mas não podia perdoar!

– Ah a conversa estava tão ruim que cinco minutos pareceram horas! Emendado com um carinha soltando a língua, tinha exagerado. E ele apenas respondeu com uma risada. Passaram-se alguns segundos e ele então começou a digitar novamente, e de repente percebi que estava ansiosa por sua mensagem e que o sono e o cansaço já não existiam mais.

– Sou louco por ti, te vi na festa e quis saber tudo sobre você,  adoro esse teu jeito mal humorado, você parece uma fera e isso me faz querer te amansar, que tal se eu passasse aí na sua casa agora?

Confesso que a ideia não era assim tão ruim, até senti um calor de pensar nele próximo a mim. Realmente imaginar aquelas mãos perfeitas invadindo a minha camisola não era uma ideia de se jogar fora. Levei tanto tempo pensando nisso que quando voltei o olhos, ainda sem resposta novamente para o computador ele tinha sumido e seu status estava como offline.

Nem mesmo o maior psicopata do mundo seria capaz de imaginar a raiva que senti, me senti descartada, ignorada, ele tinha desistido assim? Queria me amansar mas simplesmente não foi capaz de esperar minha resposta? Desliguei o notebook num soco e virei para o lado afim de dormir e esquecer aquele idiota das mãos lindas.

Demorei para que conseguisse me desligar e quando estava quase finalmente adormecendo, escuto um barulho na porta, um barulho alto, levantei num pulo da cama  e corri em direção a porta, e de repente  estava ele, parado no meio da minha sala.

Era o moreno dos olhos castanhos mais lindos que eu já vi, ele tinha entrado sem ser convidado. Ele tinha entrado? Como ele entrou? Minha cabeça girava e eu não conseguia organizar meus pensamentos, foi quando percebi, ao me dar conta, olhando para o meu corpo que aquela noite estava tão quente que o suor havia deixado minha camisola azul meio transparente.

Quando voltei os olhos para cima, meio encabulada e ao mesmo tempo absolutamente e curiosa excitada com aquela situação seus olhos acompanhavam os meus. Eu realmente não sabia o que falar. Eu tinha perdido fala.

Foi quando ele cortou o silêncio e comentou:

-Bela camisola! Você fica ainda mais linda nela, se soubesse que tinha se preparado para me esperar não tinha demorado tanto!

Me preparado?! Ele era muito pretensioso! Embora eu estivesse absolutamente aliviada de estar usando aquela camisola azul e não um pijama qualquer para recebê-lo, digo ser acordada no meio da noite.

– Eu não te esperava e eu acho que você anda precisando de um pouco de educação, aliás quem é você afinal? Um MacGyver sem noção? Como entrou no meu apartamento, porque entrou? Assim sem ser convid…

E de repente ele estava me beijando e eu podia sentir que suas mãos percorriam meu corpo, eu realmente não sabia o que fazer,  eu não sabia mais se era capaz de fazer alguma coisa, naquele momento a única coisa que podia e queria fazer era responder a altura e tentar me impor, foi o que eu fiz quando o empurrei com força contra a parede entre o quarto e a sala, ele soltou um sorriso quando sua cabeça bateu forte de encontro com um quadro pendurado.

camisola azul

Abri com força sua camisa e pude ouvir o barulho dos botões caindo no chão, coloquei uma de minhas pernas quase inteiras a mostra entre suas coxas que usavam um jeans gelado. Subi até encostar e esfregar em seu  pau. Tirei seu cinto e abri o zíper para que com a mão pudesse sentir seu pau, e ele era ótimo, grande e másculo assim como suas mãos que agora seguravam firme minha nuca e meus cabelos.

Ele não me deixava beija-lo, segurava minha boca próxima da sua e lambia meus lábios enquanto eu massageava e sentia seu pau pulsando em minhas mãos.

Eu odiava mas tinha que admitir ele estava no controle agora e eu nada podia fazer nada a não ser aproveitar cada sensação que ele me proporcionava. Quando não aguentava mais de tanto tesão pedi para que ele me levasse até meu quarto, foi só na terceira vez que ele aceitou e me segurando pela cintura, beijando meu pescoço e roçando seu pau sobre a minha camisola azul ele me levou até meu quarto e me pós de quatro, e em fim, me penetrou, foi intenso e ele sabia como fazer. Suas mãos me seguravam no ventre e eu podia sentir as estocadas até o fundo. Aquilo me deixa maluca.

Foi só quando gozei que ele me virou, e me penetrou com mais força e então gozou sobre meus seios.  Eu estava sem palavras quando terminamos e ele também não parecia estar interessado em falar.

Ele apenas me abraçou e ficou brincando com as pontas de seus dedos sob a minha pele que se arrepiava, ficamos assim durante mais alguns minutos até que caímos no sono.

Camisola Azul

Quando acordei  ele não estava mais lá. Minha camisola azul, que ele rasgou em meu corpo jogada no chão, é a única coisa que me faz ter certeza de que não estava sonhando.

 

 

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