Carnaval é no TeVejo!

Um dos feriados nacionais mais esperados está chegando e, é claro, o TeVejo não poderia ficar fora dessa!

Já preparou sua fantasia? E a máscara? Separou o confete e as serpentinas? Então arruma tudo e vem pro chat, porque no dia 28 de fevereiro será realizada a festa de carnaval do TeVejo, na qual os usuários poderão curtir um pouco antes do feriado que se aproxima.

Mas, antes de aproveitar as comemorações, churrascos, cervejas, muitas mulheres seminuas e nada de trabalho, você sabe exatamente qual o significado do carnaval?

Antigamente, a festa era conhecida como entrudo, fazendo referência explicitamente à liberdade, porém, apesar de séculos terem se passado, até os dias de hoje essa referência à liberdade ainda é forte, se não maior.

No Brasil já é comum termos grandes exibições do corpo feminino durante o ano todo, seja ao vivo nas praias do Rio de Janeiro, seja nos programas de televisão, mas é nas semanas que antecedem o carnaval que isso tudo fica mais quente.

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A ex-panicat Juju Salimeni, dispensou a fantasia e exibiu seu corpo todo pintado pelo artista plástico W. Veríssimo no carnaval do ano passado.

É Globeleza para um lado, artistas com suas fantasias para outro. Todos os pudores, ou sua grande maioria, acabam. Fantasiados ou mascarados, as pessoas sentem-se mais a vontade para aproveitar do jeito que Baco aproveitaria.

Bastidores e Vinheta da Globobeleza 2014

Baco, o deus romano, ou Dionísio, equivalente na mitologia grega, pode ser a maior referência para entendermos o que acontece com as pessoas durante essa época do ano.

A livre associação vem do fato de Baco ser considerado o deus do vinho, das festas, dos excessos (especialmente sexuais), do lazer, do prazer e da folia.

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Ora, vejamos: no carnaval, as pessoas usam máscaras, fantasias, fingem ser quem não são, com qual intuito, afinal?

Visto que a festa é uma forma de declarar liberdade, seja ela sexual, alcoólica ou de curtição, todos nós (ou nossa grande maioria) temos essa vontade de viver essa liberdade plenamente, sem julgamentos ou apontamentos. Afinal, diariamente, essas vontades de “ser Baco” podem existir, mas a moral, os bons costumem (e os empregos, custo a dizer) nos mantém com os pés no chão.

Então, é no carnaval que o povo extrapola, deita e rola!

Por conta de toda a alegoria em torno do carnaval, as fantasias e máscaras propostas, a festa toma emprestada uma referência de que pode tudo, claro, dentro de limites do sim e do não de cada pessoa. Mas é nesse feriado que vemos homens se vestindo de mulheres, mulheres com menos roupas que o normal, bebidas, música animada e, é claro, muita pegação.

Brasileiro que já é malandro por natureza, torna-se mais. Safado então, nem se diga! A falta de pudor e a sexualidade em alta tornam a festa muito mais apimentada para aqueles que gostam disso.

Paixão de Carnaval

Porém, ainda tem os que conseguem arranjar uma paixonite durante as festividades. Que jogue a primeira pedra quem nunca se apaixonou pelo par de olhos daquela mulher que se perdeu em menos de dois minutos na multidão do trio elétrico?

Tem ainda os que são mais ardilosos, conhecem a pessoa durante a festa e grudam, curtindo as comemorações como um casal. A pena é que a probabilidade desses casais que começam em festa, também terminarem em festa, é grande. É a mesma coisa que o velho ditado, “amor de verão não sobe a serra”!

Por conta das máscaras e toda a interpretação vivida durante a festa de carnaval, a confiança em se tornar um casal é mínima. Mas, não impossível.

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E você, leitor, já se apaixonou por alguém no carnaval ou vai mesmo é para se divertir? Conte para nós aqui nos comentários!

Do virtual para o real

Algumas histórias de casais que se conheceram na internet e hoje ainda estão junto

Flores. Jantares. Conhecer a família. Sexo depois do terceiro encontro. Esses comportamentos descrevem como nossos avós, ou talvez bisavós, paqueravam e conquistavam seus parceiros, há mais de cinquenta anos. Naquela época, vivia-se em uma sociedade careta e desinformada, onde o gosto pelo sexo e o próprio sexo como forma de prazer, eram práticas condenáveis. Entretanto, atualmente, esse panorama vem mudando com grande rapidez devido à evolução tecnológica e à aceitação do sexo como forma de prazer e bem-estar.

Com a chegada dos computadores e da internet e, por consequência, a invenção das redes sociais e salas de bate-papo, qualquer contato entre duas pessoas pode ser intermediado sem nem mesmo sair de casa. Fazer amizade com aquela pessoa que gosta da mesma banda de rock que você, mas mora em outra cidade, ou então conhecer um grupo que pratique vôlei todo domingo no bairro vizinho; tudo isso a internet disponibiliza para seus usuários.

Além disso, para os mais tímidos ou os que procuram outra forma de contato aquém à amizade, essas ferramentas podem ser muito úteis. O surgimento expansivo das redes sociais, bate-papos, diversos sites especializados em paquera e relacionamento, deixou a tarefa árdua e criteriosa, antes digna somente dos menos tímidos, nas mãos de todos que souberem utilizar essa poderosa ferramenta.

Cláudia e Marcelo, Sofia e Juliana, Carla e Ana. Esses casais (e muitos outros espalhados pelo Brasil e mundo) tem algo em comum; todos eles se conheceram através da internet.

As histórias

Cláudia Lopes, curitibana e advogada, contava com 30 anos quando conheceu Marcelo Pires, paulista de 31, homem por quem se apaixonaria e viria a casar, mudando-se para São Paulo logo depois. Conheceram-se através da findada rede social Orkut, “entrei na minha página um dia e tinha o pedido de amizade dele. Achei-o um cara atraente, e além do mais, tínhamos alguns amigos do grupo de moto de meus pais em comum.”, conta ela.

Passaram a conversar todos os dias, fosse através do MSN ou do Orkut. A primeira coisa que Cláudia fazia ao chegar em casa do serviço era ligar o computador, ver se tinha alguma mensagem dele direcionada para ela. Apesar de todo o encanto que foi surgindo, a advogada ainda considerava ser somente amizade, afinal, Marcelo era um cara casado.

“Com o passar das conversas, ele me contou que estava apaixonado por mim e que queria me encontrar. Não acreditei de início, pois o que tem de homem casado que inventa a desculpa de um mau relacionamento a fim de dar uma escapada.”, confessa Cláudia. Ela deixou claro que não iria se relacionar com um homem casado e que só conversaria com ele após o divórcio.

Uma semana depois, Marcelo chegou com a novidade: estava se separando. Foram dois meses entre conversas pela internet até se conhecerem pessoalmente. Ele veio para Curitiba vê-la e depois de 14 encontros, resolveram morar juntos para encurtar toda a distância de estados.

Para Cláudia havia muitas expectativas em relação ao conversar de frente, tocar, beijar, porém, o medo também era grande. “Eu tinha medo dele não ser uma boa pessoa, medo do cheiro, do beijo ou dos corpos não baterem. Medo de ter perdido tempo.”.

A advogada relembra que os amigos a achavam louca. Não entendiam como ela poderia passar as noites de sábado na frente do computador conversando com uma pessoa que nem conhecia, estar apaixonada por alguém que morava em outro estado e nunca tinha visto na vida.

Hoje, Cláudia e Marcelo estão casados e já faz sete anos. A advogada se mudou para São Paulo e lá passou a trabalhar como consultora, além de dar cursos Brasil a dentro. Ainda não tiveram filhos (Cláudia já tinha um do primeiro casamento), somente alguns adotados caninos, e vivem felizes, apesar das brigas costumeiras de todo casal.

Sofia e Juliana vivem o amor virtualSofia e Juliana tiveram praticamente a mesma história. Também eram de estados diferentes e, coincidentemente, a primeira de Curitiba e a segunda de São Paulo.

Quando tinha 14 anos, Sofia começou a se questionar acerca de sua sexualidade. Estava confusa, cheia de dúvidas que todo adolescente passa, e para cessar essa confusão, passou a escrever em um blog a fim de, quem sabe, encontrar algumas respostas. Com o tempo, passou a ter contato com outras meninas que tinham as mesmas dúvidas, os mesmos questionamentos, e nesse mesmo ambiente, acabou conhecendo Juliana.

Apesar de não ser lésbica, Ju (como chama carinhosamente Sofia), acabou se apaixonando pela curitibana de uma forma inexplicável. “Ela se apaixonou por minhas palavras, afinal, nem foto tinha visto minha. Por isso foi um encantamento diferente, não tinha contato físico ou qualquer interesse estético”, conta a Designer de 26 anos.

Conversaram diariamente, apesar do alto custo do acesso à internet na época em que começaram a manter contato. Ju comprou uma webcan para aproximarem-se o máximo possível. Algum tempo depois, a paulista veio visitar Curitiba, mesmo com todas as dificuldades e sem ninguém entender o desespero da menina de querer vir à capital paranaense.

Segundo Sofia, o romance foi um pouco complicado. “Não tínhamos onde ficar, como nos vermos, contas de telefone altíssimas, computadores divididos com os irmãos, uma verdadeira batalha diária. Mandávamos cartas via correio, presentes; era delicioso e perturbador tudo isso.”

As meninas haviam construído um amor tão grande virtualmente que o maior medo era não ter a mesma força quando viesse para a vida real. Isso de fato aconteceu nos primeiros encontros, “online ela (Ju) conversava muito comigo, mas quando nos encontrávamos pessoalmente, emudecia. A certeza e segurança do virtual nem sempre adquire espaço no real.”, desabafa Sofia.

Hoje já faz dez anos que estão juntas, entre vindas e idas, dignas de todo casal. Não moram juntas ainda, mas de acordo com Sofia, já pensam em casar, porém, só não o fizeram por conta dos respectivos estudos e empregos.

É amor real, mesmo que virtual

A ausência de contato físico é uma das principais dificuldades enfrentadas por casais que começam seus relacionamento pela internet. Sofia afirma que nesse tipo de namoro, a conquista se dá pelas palavras, por um conteúdo que precisa vir com força para a superfície. “A internet também possibilita falar muitas coisas que, por vergonha ou medo, jamais falaríamos pessoalmente.”

Para Ana, 25, a maior dificuldade é trazer para o real toda a intimidade criada virtualmente, é continuar na mesma sintonia. A professora também conheceu Carla, sua namorada, pela internet, através de um grupo fechado no Facebook.

Carla relata que teve medo de se encontrar e não ser nada daquilo que viviam pela internet, das conversas não fluírem ou de, de repente, não haver interesse em continuar. “Ainda bem que isso nunca aconteceu, muito pelo contrário, se eu pudesse vê-la todos os dias ou em vários momentos do dia, eu veria.”, se declara a jornalista.

Além do mais, a internet pode realmente ajudar de várias formas, uma delas é o caso de pessoas mais tímidas. Para Carla, esse contato preliminar pode contribuir para quebrar o gelo na hora do tão esperado encontro. Já Ana afirma que, por conta do meio eletrônico, a pessoa já pode encontrar outra que tenha interesses em comum.

Sofia exalta que outro ponto preponderante para o uso da internet é a facilidade de se conectar e desconectar com um click, coisa que no munda real não é tão simples. “Não quer mais? Desconecta e segue a rotina. É um mundo paralelo, frágil.”

Nesse tipo de relacionamento, há também o medo da pessoa do outro lado não ser exatamente a que se espera. Sabe-se de diversos crimes que já aconteceram com pessoas que decidiram se encontrar depois de alguns dias conversando pela internet. É perigoso, mas inevitável. O necessário é cuidar com as informações que são passadas, sempre levando em conta que a pessoa pode não ser quem se espera.

“Para evitar algum problema, é melhor se encontrar em lugares não muito reservados, tentar obter informações sobre a pessoa, informar amigos sobre o relacionamento, não passar endereço, se proteger. Afinal, toda cautela é válida.”, são as dicas de Sofia.

Cláudia também afirma que é necessário dar um pesquisada sempre, contatar amigos e, principalmente, manter os pés no chão.

Será que o romance estraga o amor?

Por conta da educação, nós sempre buscamos o “felizes para sempre”, característica traduzida no Complexo de Cinderela. Você sabe o que é isso?

Nosso primeiro contato de vida com os meios tecnológicos é através da televisão. Somos bombardeados, desde pequenos, com novelas, seriados, filmes, telejornais, programas de auditórios e, por mais inofensivo que aparente, os famosos desenhos animados. O que isso pode ter de tão ruim, você me pergunta.

Durante a infância, sofremos grande influência de tudo que está a nossa volta, seja os exemplos e as atitudes que vemos e vivenciamos dentro de casa, na escolinha e, principalmente, na televisão.

Durante esses primeiros anos de vida, ainda não temos consciência para discernir o certo do errado, e tudo que vem a nossa frente é comum servir de exemplo e ensinamento, independente da forma com que nos é passado. Somos moldados, modelados facilmente com a educação que recebemos e isso pode ser um problema.

Devido, principalmente, aos desenhos animados e histórias da Disney, nos tornamos adultos com algumas visões e convecções de mundo que eles transmitem, coisa que pode gerar um maior transtorno em nossa maioridade.

Afinal, quem nunca sonhou com o príncipe encantado? E com o felizes para sempre?

Seja homem ou mulher, sempre esperamos aquele romance, ou seja, o namoro a moda antiga, com direito a flores, trilha sonora, abertura de portas do carro, jantares a luz de velas, passeios de mãos dadas para apreciar a lua.

Todo esse romance, de alguma forma já foi incutido em nossas mentes desde nossa infância, seja vendo os clássicos desenhos animados ou mesmo filmes. Tal distorção da realidade transcendeu a educação familiar, visto que foi exaltada, e ainda o é.

Vejamos:

Crescemos assistindo a desenhos com uma fórmula preestabelecida. Uma menina linda, geralmente princesa e que precisa ser salva, mas sofredora. O cara forte e corajoso que salvará a princesa e dará um beijo no final do programa. O vilão e, é claro, como são sempre príncipes, um palácio. Em suas variáveis, as grandes estórias foram construídas assim; Cinderela, A Bela e a Fera, Branca de Neve, Ariel, Bela Adormecida, Rapunzel, entre outras tantas.

Em todas elas, um padrão. O the end é o casamento e o famoso “felizes para sempre”. Nenhuma criança jamais soube o que aconteceu depois.

É aí que entra nossa pergunta. Será que o romance estraga o amor?

Como somos acostumados a idealizar qual seria o casal e o casamentos perfeito, como mostrado nos contos de fada e filmes, (afinal, quem nunca viu uma comédia romântica em que o dois sempre ficam juntos e felizes no final?), acabamos deixando de viver um pouco nossa realidade, aquela em que o dia a dia não é assim tão simples como é pintado.

Afinal, onde entram as obrigações do casal, as contas, a rotina, os filhos, o sexo papai e mamãe, a falta de grana, as cuecas sujas, a TPM, o dia a dia?

Ao vivermos um romance, não acreditamos que iremos ter problemas, nem que a pessoa que namoramos há cinco anos possa ser tão diferente já no primeiro mês de casado.

Nós, mulheres, acabamos percebendo que os maridos não chegam em seu cavalo branco e muito menos trazem café na cama todos os dias seguido de uma massagem corporal.

Já os homens percebem que sua linda namorada pode acordar sim com olheiras, maquiagem borrada, o cabelo virado em um ninho e que ela não vai levar levar cerveja gelada enquanto ele fica com o pé na mesa de centro da sala assistindo ao futebol.

Aí temos um problema: acabamos nos decepcionando, nos frustrando e esse relacionamento, que anteriormente era para ser de sonhos de contos de fada, torna-se um filme de terror.

Toda esta visão distorcida atrapalhou o amadurecimento emocional de homens e mulheres ao criar estereótipos de perfeição não possíveis aos comuns.

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Nem sempre a realidade é aquela com a qual sonhamos e aí que nasce a decepção. Não é o que romance que estraga o amor. É a expectativa exagerada.

Romance no sexo

Toda essa questão também pode ser abordada a partir da perspectiva do sexo. São tantos filmes que mostram caras másculos, mulheres sempre em forma, nos quais o desejo sexual nunca acaba.

Oras, como assim? Claro, o desejo nunca acaba, mas por conta da própria rotina, dos problemas do dia a dia, da falta de tempo, a relação sexual dá uma esfriada. Passa de sete vezes na semana para quatro, três.

Isso também pode ser chocante para o casal. Em filmes que não sejam Besteirol Americano, nenhum dos casais de filmes passam pela difícil “broxada”, coisa que pode acontecer com qualquer um.

Os casais sempre vivem plenamente sua sexualidade, sempre tão dispostos e perfumados.

Vida real, cadê?

No dia a dia, não é assim, infelizmente, e mais uma vez passamos por uma decepção, frustração em relação ao casal idealizado na televisão.

Mudanças

A sociedade evoluiu e a mulher busca hoje o amor, que é a soma do romance, do sexo gostoso, da camaradagem, do respeito, da confiança e da companhia.

O homem deixou de ser o centro das atenções para se tornar parceiro, dividindo obrigações e prazeres, com intuito de melhorar a vida a dois.

Hoje sabe-se que muito mais que romance, os relacionamentos duradouros são construídos tendo por base o amor. As nuances das sensações, sentimentos, desgostos, frustrações, conquistas e, mais que tudo, o aprender a desejar o que já se tem.

Tarefa difícil, pois o ser humano é, por essência, desejoso, tudo quer, tudo inveja, tudo disputa.

Desde criança: quer o brinquedo, depois os cadernos que o colega tem, a namorada, o carro novo, quer, quer e quer. Desejo é a palavra que resume o homem.

O verdadeiro amor nasce do amadurecimento de se encontrar com seu desejo, e este estar voltado unicamente ao seu companheiro, desejando, em todo o tempo, aquilo que já conseguiu.

E aí? O romance estraga o amor? Talvez… Se só romance, ou se só amor. Se juntos, transformam casais em parceiros.

Acredito que amor e romance caminhem juntos, entre trancos e barrancos, entre “eu te amo” e “eu te odeio”, entre tapas e beijos… ops… entre tapas não… Aí já é forçação… nada de tapas, mas muitos beijos… e sem o para sempre. Sou fã do carpe diem e do que seja eterno enquanto dure, pelo que posso garantir, que é muito mais up!

Quem não quer um Christian Gray?

A quebra de tabu de 50 tons de cinza serviu para revelar que as mulheres gostam sim de sexo e estão dispostas a tudo por prazer.

Christian Gray é pura inspiração

Nesta sexta (14), o site de bate papo adulto com webcam, o TeVejo vai participar de um encontro virtual diferente. É o 50 tons de rosa, no qual as meninas usarão somente roupas na cor rosa ao entrarem na sala do chat. O nome do evento foi propositalmente escolhido para servir de referência ao Best seller mundial, 50 tons de cinza, tão popular entre o sexo feminino e também uma das referências de liberdade sexual ao desmistificar o sexo para a mulher no que diz respeito ao âmbito da literatura e, em breve, do cinema.

O livro de E. L. James, escrito inicialmente em formato de uma fanfiction (ficção criada por fãs) da série Crepúsculo, representa a figura da mulher na personagem Anastasia, uma tímida garota que se vê apaixonada pelos mistérios e encantos do atraente e maduro Christian Gray. Porém, durante o envolvimento dos dois, Anastasia tem de lidar com uma coisa nunca imaginada antes. Sexo, muito sexo e também uma nova experiência; o masoquismo.

Christian Gray, bem sucedido e bilionário, é controlador e, por conta de um trauma de infância, desenvolveu um comportamento sexual que para muitos ainda é considerado tabu; ele sente-se sexualmente excitado ao infligir dor às belas mulheres com que dorme, tudo durante o ato.

Anastasia se vê divida entre a inocência de um amor e o prazer e orgasmos que tem em sua relação com Christian Gray, a ponto de entrar em conflito consigo mesma. Esses questionamentos continuam até que a moça compreenda que o sexo, se feito com uma devida intimidade, pode ter várias faces, não só o clichê arroz e feijão.

O grande público estremeceu com as muitas cenas detalhadas de um sexo masoquista, novidade para a área literária de grande porte. As mulheres, desde as mais novas e solteiras, até donas de casa casadas, aquelas que vivem sob o estereótipo do sexo papai e mamãe, foram as maiores atingidas ao experimentar nessa outra esfera apresentada, a sexualidade feminina. Prova disso está na história de vida da autora do livro, mulher madura, dona de casa e mãe de dois filhos adolescentes.

O lançamento e furor do livro trouxe um baque entre a população. Críticas e muitos elogios, e uma série de fãs loucas para virarem as próximas Srtas. Christian Gray. O sexo, diga-se de passagem, não convencional, finalmente, saiu de dentro das quatro paredes e atingiu todo o mundo e as mulheres, aos poucos, foram se sentindo mais seguras para afirmar “eu gosto de sexo e quero coisas novas”. Não se falava de outra coisa nos grupos de amigas.

Nos livros

A mulher passou a ter espaço no mundo desde o dia em que queimou sutiã, vestiu um biquine e começou a votar, igualando-se em relação aos homens no que diz respeito a muitos direitos civis. Porém, mais demorado foi a libertação sexual do sexo feminino, considerado até hoje por alguns, o sexo frágil.

“É isso que livros como 50 tons de cinza trazem. Essa quebra de estereótipos de que a mulher não pode gostar de sexo.”, comenta Priscila Bourbon, 40 anos, apaixonada por Christian Gray e que afirma topar tudo entre quatro paredes com seu marido. Para ela, esse tipo de abordagem que vem sendo feita no cinema e na literatura apresenta uma legião de fãs de mulheres bem resolvidas, dispostas a assumir riscos e buscar novas experiências.

O boom instantâneo da publicação gerou uma leva de outros autores e inspirou também o cinema. Sylvia Day foi outra autora que ganhou destaque entre as obras eróticas. Sua série de livros, Crossfire, já se tornou Best seller e teve os direitos comprados para ser transformada em um seriado de televisão. Ela é outra que aproveita o espaço literário para dar vazão a toda a sexualidade que pode ser vivida entre um casal, afirmando, inclusive, que um bom romance, sem sexo, não é tão bom assim.

Christian Gray assim como Bruna Surfistinha é sucesso na literatura eróticaRaquel Pachecho, ou Bruna Surfistinha, como é mais conhecida do público brasileiro, não fica para trás das autoras internacionais. Com seu primeiro livro, O doce veneno do escorpião, um relato de sua vida como garota de programa, a ex-prostituta e ex-atriz pornô foi publicada em mais de 30 países e ganhou notoriedade no mundo todo, vendendo os direitos para a produção de filme, que foi protagonizado por Déborah Secco. Hoje ela já está em sua terceira publicação e não deixa de lado a parte erótica de suas histórias.

Nas telinhas

Christian Gray desperta a imaginação e abre portas para o cinema erótico

No cinema, 2013 foi o ano de ouro para os filmes que retrataram o erotismo. Lançamentos como Ninfomaníaca, do diretor Lars Von Trier e Azul é a cor mais quente fecharam o ano com chave de ouro, sendo, inclusive, grandes premiados.

No primeiro, Trier, muito conhecido por seus filmes polêmicos, traz um diário da vida e o dia a dia de uma mulher viciada em sexo, com direito a muitas cenas explícitas. O filme, que tem duração de cinco horas, foi divido em duas partes. O diretor garante que a segunda parte estará nos cinemas ainda em 2014.

Azul é a cor mais quente, do franco-tunisiano Abdellatif Kechiche, foi ovacionado nos maiores prêmios, ganhando, inclusive, o Palma de Ouro no Festival de Cannes. Retratar a história de amor entre duas meninas, com direito a três horas de filme, sexo lésbico e cenas caliente, como um take de sexo entre as protagonistas, com mais de seis minutos.

O último, mas não menos importante, foi Jovem e bela, do francês François Ozon, contando a história da linda Isabelle, de 17 anos, que se prostitui em hotéis de Paris nos intervalos entre as aulas do colégio. Ozon traz, além do fato da menina de classe média precisar do dinheiro, o prazer que encontra ao submeter-se a tipos variados de sexo e homens mais velhos.

A mudança

Os meios são claros. A literatura e o cinema são apenas mais duas ferramentas que vem provando ao mundo todo a quebra de tabus em relação ao sexo, principalmente no que diz respeito a sexualidade feminina. Com tamanha força, estão cada dia mais ganhando espaço no cenário cultural e adquirindo uma legião de fãs.

As mulheres estão mais abertas a conteúdos eróticos, prova disso são as diversas faces do erotismo que a internet possibilitou. Mulheres que ganham a vida como camgirls, as que abusam e usam de toda sua libido para se exibir e ganhar admiradores em salas de bate papo com webcan, outras que preferem fazer vídeos pornôs e, enfim, as que não tem nenhum preconceito em experimentar; experimentar o sexo com paixão ardente, latente, acesa, que corre nas veias femininas assim como nas masculinas.

Vivemos no século da experimentação, da libertação do corpo feminino. Nascemos mulheres com mentes mais abertas e, aos poucos, isso deixará de causar certo estranhamento, que infelizmente ainda o causa, tornando-se cada dia mais comum.

Por Aurora B. (fotos: reproduções do google).